Esther Éles e Ademir Trindade

 

No ano em que o DJ completa cem anos, a Diretoria Administrativa volta seus olhos ao futuro: nosso principal projeto começou logo no primeiro semestre e foi batizado de “DJ 4.0”, em referência à tecnologia de automação e inteligência artificial que empregará.

No projeto, um grupo multidisciplinar de alunos desenvolverá uma interface intuitiva e eficiente para colher dados importantes desde o primeiro atendimento de cada cliente. Com esses dados, peças processuais serão geradas automaticamente, utilizando a argumentação lógica previamente programada, garantindo que argumentos fortes não deixarão de ser considerados pelo aluno responsável pelo documento.

Com isso, temos a expectativa de que as estagiárias adquiram maior liberdade para se preocupar com seus casos mais complexos, tendo a seu dispor diversos modelos inteligentes que facilitarão o trabalho sem prejudicar o aprendizado. Os resultados do projeto devem permitir uma melhora significativa do trabalho realizado no Departamento, reduzindo ao máximo as informações perdidas por entre as etapas do atendimento e favorecendo uma atuação mais especializada e produtiva dos membros.

A vivência das estagiárias deve se tornar mais leve e menos solitária ao trabalhar os casos com a tecnologia a seu favor, e o contato com esses novos instrumentos é também uma forma de atualizar o aprendizado que ocorre nessa “escola da justiça” centenária.

O DJ sempre desempenhou um papel de vanguarda em termos de prática jurídica universitária, e queremos continuar assim, atentos às transformações que estão acontecendo no âmbito jurídico através da inteligência artificial. Além das estagiárias, que são agentes essenciais para o projeto, contaremos com o apoio da Lawgorithm e da Looplex, duas especialistas no tema.

 

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